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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Regresso

Olá a todos                                     

 

Depois do interregno de alguns meses (merecidos diga-se de passagem) aqui está o bemisacaru pronto para testemunhar mais um ano académico, que se espera que seja o último, concluindo desta forma a melhor Licenciatura do país na área da Educação.

 

Muitas perspectivas se vão desenhando à medida que o nosso percurso termina.

São sonhos antigos, apesar da sua actualidade académica, que oxalá se tornem realidade e materializem a nossa busca por um "lugar ao sol".

 

Queria também deixar uma palavra de agradecimento a todos aqueles que se vão cruzando nas nossas vidas, enriquecendo-as com a sua presença.

 

Ao Rui e à Cátia, amigos de sempre.

 

Com votos de um bom ano académico,

 

Um abraço

 

Miguel

 


sinto-me:

publicado por le grand chacal às 16:50
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
Tema 3 - Abordagens Educacionais nas Comunidades de Aprendizagem em rede.

“... talvez o nosso esforço de investigação educacional deva estar menos orientado para a aquisição de competências e mais para a forma como aprendemos a aprender.” (Minsky, 1986:229)

 

       Cada vez mais é importante valorizar os sistemas de informação e comunicação que  abonam os processos de interacção, no domínio da construção do conhecimento com a utilização dos media e o mesmo se passa em relação aos sistemas que valorizam a dinâmica interaccional nos modos de informação e representação emergentes das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

      As mudanças provocadas pela dinâmica das Tecnologias de Informação e Comunicação são realmente visíveis nas abordagens educacionais. É possível verificar estas alterações pois estas tecnologias adoptam processos de interacção e colaboração mobilizados para a construção do conhecimento do indivíduo.

       Assim os novos ambientes de educação que decorrem destas mudanças, privilegiam o desenvolvimento de uma pedagogia baseada na partilha, na interacção, na colaboração por forma a permitir que o sujeito exponha a sua posição, ou perspectiva individual, entre os seus pares, bem como incentivam a colaboração e iniciativa conjunta.

      Desta feita a interacção que as Tecnologias de Informação e Comunicação permitem:

-          promovem processos de aquisição na aprendizagem;

-          suportam as necessidades de envolvimento e participação dos aprendentes.

        Numa perspectiva construtivista, onde o processo de aprendizagem requer um envolvimento activo e dinâmico por parte do aluno/formando, onde o conhecimento é construído com base na experiência, onde o professor/formador tem um papel de facilitador ou mediador desse processo de construção de conhecimento experiencial e em “oposição” a uma perspectiva objectivista em que o aluno tem um papel de passividade no que se refere à construção do seu conhecimento, onde apenas recebe significados dos conteúdos que não experiencia (à boa maneira do ensino bancário em que privilegia o magistrocentrismo e o método expositivo), os media do conhecimento favorecem a participação do aprendente, na medida em que sendo dinâmicos permitem a construção de um modelo de interacção entre as pessoas e o conhecimento, entre as pessoas, e entre as pessoas e as representações que elas têm do conhecimento.

        Neste sentido o desenvolvimento de um modelo construtivista da aprendizagem, conduz  também ao envolvimento do professor/formador na criação de novos ambientes educacionais que facilitem a ligação da nova informação que o aluno recebe, com a informação de que já dispõe e por outro lado deve aliciar o aluno a pesquisar nova informação relevante que lhe permita reflectir sobre esses novos conteúdos. Assim a aprendizagem que assenta numa perspectiva construtivista deve ter a preocupação de que a informação e o conhecimento não são uma representação abstracta e descontextualizada mas antes um processo que emerge de relações interacionais de contextos e de situações.

         Concluindo, as comunidades de aprendizagem em rede são agrupamentos que se caracterizam pela interacção, pela participação colectiva, pela cooperação, pela partilha o que permite ao aprendente adaptar-se, activamente, a novos contextos e a novos ambientes mais complexos e mais adaptativos.

          Estes novos ambientes de educação em rede caracterizam-se por simular a diversidade de contextos de construção do conhecimento, por confrontar e partilhar as múltiplas interpretações dentro da comunidade, por mobilizar as novas aprendizagens para a resolução de problemas no mundo do trabalho.

         São assim as comunidades de aprendizagens na Web espaços de simulação e construção do conhecimento.

 

Dias, Paulo (2000). Hipertexto, hipermédia e media do conhecimento: representação distribuída e aprendizagens flexíveis e colaborativas na Web. Revista Portuguesa de Educação. 13(1), 146-167



publicado por le grand chacal às 10:40
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Tema 1 Redes e contextos de educação e formação na Sociedade da Informação

  Somos actualmente confrontados com possibilidades de acesso à informação e ao conhecimento que extravasam em larga medida o contexto tradicional de educação formal, tido como modelo ao longo de várias décadas nas sociedades.

De facto, com a crescente democratização do acesso ás tecnologias de informação, assistimos a uma mudança das lógicas e paradigmas educacionais, salientando-se o espaço Web como um dos principais contextos onde se materializam diferentes concepções e representações de aprendizagem.

Se em tempos não muito distantes a centralidade do processo educativo era condicionada e dirigida pelo professor, num espaço e tempo definidos e inflexíveis, não é menos verdade que esta lógica individualista tem sido paulatinamente substituída pela interacção e comunicação das comunidades em rede em processos colaborativos que enformam a construção de um conhecimento colectivo, significativo e sobretudo dinâmico e mutável para os seus intervenientes.

Este processo concebe o sujeito aprendente como elemento dinamizador da transformação da informação em conhecimento, sendo o professor um mediador nesta selecção de conteúdos. Assim a construção das comunidades de aprendizagem surge como uma construção colectiva motivada por interesses comuns aos indivíduos que através da partilha deste conhecimento, potenciam e amplificam as suas capacidades cognitivas e individuais, incrementando estratégias de auto aprendizagem valorizadas no seu desenvolvimento pessoal e social.

Neste sentido, ferramentas como o hipertexto são preponderantes para uma multidimensionalidade de representações que, modelarão o processo de construção de conhecimento individual, tendo como meta final a retroactividade para a comunidade, numa dinâmica de cooperação que fomentará a criatividade e o pensamento critico.

 

A Web poderá ser vista também como um factor potenciador do desenvolvimento dos indivíduos em comunidades socialmente desfavorecidas.

Como exemplo desta possibilidade educativa e de diferentes contextos de formação e educação em que a comunicação se pode tornar destacamos o projecto de Nicholas Negroponte – One Laptop Per Child acessível em

http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/41?    gclid=COeN1rGMx4wCFQxWZwod6B4WHA

 

Bibliografia:

SEYMOUR, Papert (1997). A família em Rede, Ultrapassando a barreira digital entre gerações. Lisboa: Relógio D’Água.

Dias, Paulo (2001). Comunidades de Aprendizagem na Web. Revista Inovação 14(3), 27-44

Sites

 www.ted.com acedido em 01-06-07

 



publicado por le grand chacal às 10:25
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007
Tema 5 – Impacto das comunidades de aprendizagem na educação e formação ao longo da vida

 

   Ao longo da nossa licenciatura aprendemos e concordamos que a educação é feita ao longo e para toda a vida. Sendo assim, é imprescindível saber e manter a relação entre a educação ao longo da vida e as comunidades de aprendizagem.

Como afirma Rosa Maria Torres, “uma comunidade de aprendizagem é uma comunidade humana organizada que constrói um projecto educativo e cultural próprio, para educar a si própria, suas crianças, jovens e adultos, graças a um esforço endógeno, cooperativos e solidário, baseado num diagnostico não apenas das suas carências, mas sobretudo das suas forças para superar essas carências”. Sendo assim, estas comunidades promovem educação para todas faixas etárias, o que resulta numa educação ao longo da vida.

Citando Paulo Dias, “comunicar e aprender em rede são assim aspectos da mudança em curso no desenvolvimento da educação e formação para a Sociedade do Conhecimento”. Como tal, estas mudanças representam novas formas de aprendizagem. No que diz respeito ao ensino, as técnicas de E-Lerming (Educação à Distancia) são o melhor exemplo que se pode dar. As aulas já não se regem ás quatro paredes da sala de aula. O professor já não necessita de estar no mesmo espaço físico que os alunos. Isto fez com que o ensino se alargasse no sentido da vontade do seu público. Os adultos, com vidas pessoais preenchidas, põem agora a hipótese de voltarem a estudar, uma vez que não necessitam de se deslocar a uma escola; podem estudar em casa. A tecnologia muda a forma como nós vivemos, aprendemos, trabalhamos, o que nós esperamos e o que acreditamos. As escolas de dactilografia foram substituídas por escolas de informática, por exemplo.

 

                              

Estas comunidades de aprendizagem possibilitam uma maior transição e transformação de conhecimento. “Nesta perspectiva, as comunidades virtuais apresentam um potencial de desenvolvimento das interacções associado à sua especialização em grupos de partilha de experiências, para os quais as práticas colaborativas se enquadram nas abordagens socio-construtivistas e da aprendizagem situada” (Paulo Dias, Educação em rede e mediação colaborativa das aprendizagens nas comunidades virtuais).

 

                                                     

 

Bibliografia:

 

 

 

Educação em rede e mediação colaborativa das aprendizagens nas comunidades virtuais – Paulo Dias

 

 

 

 


publicado por le grand chacal às 16:38
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Terça-feira, 8 de Maio de 2007
Tema 4- Processos Colaborativos das Comunidades de Aprendizagem em Rede

            Muito tem sido alterado no mundo da comunicação. Esta tem-se expandido de diversas formas facilitado a troca de informação, “desenhando-se novas redes que ligam pessoas e ideias, formas de falar, compreender e aprender”.

            Uma das mais inovadoras formas de comunicação são as Comunidades em Rede, em que se formam comunidades on-line, sinónimo de uma rede de afinidades, não só num espaço escolar, mas também num domínio social. Não se restringe a um local fechado, restrito, mas sim para lá dos limites físicos da sala de aula. Isto faz com que surja maiores graus de sociabilidade, aproximação, comunicação, partilha de informação e conhecimento, resultante de um processo colaborativo em que todos encontram vantagens. Para este efeito, há que ter cooperação das instituições, como é o exemplo das escolas. Esta tem de ter noção de que “ as tecnologias da informação são mais que um simples meio de contacto e transporte de informação, para se apresentarem como o instrumento para a aprendizagem e a construção colaborativa do conhecimento…”

 

                                                                    

                                                    

 

            Estas comunidades em rede tornam o aluno (ou participante) num sujeito mais activo, dinâmico, visto que este pode gerir a sua própria aprendizagem, decidindo os materiais com os quais vai trabalhar, definindo objectivos a atingir, tanto como as estratégias de interacção que permite ao aluno controlar a sua aprendizagem.

            Ninguém pode negar as vantagens das comunidades em rede para a aprendizagem individual de cada pessoa. Esta deixa de ser algo isolado para se tornar num dos processos colaborativos das comunidades em rede.

 

Bibliografia:

http://www.cceseb.ipbeja.pt/evolutic2003/cp_1.htm

http://www.cented.univ-ab.pt/cented2000/comcented2000-1631.htm

 

 



publicado por le grand chacal às 18:38
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Tema 2 - Democratização do acesso à informação e ao conhecimento:

   

 O aparecimento da Internet gerou polémicas em relação a uma nova forma de estar em sociedade.

    Há autores que nos dizem que a expansão da Internet está a conduzir o indivíduo ao isolamento social, a uma ruptura da vida familiar e da comunicação social. Foram levados a cabo diversos estudos, em diferentes contextos, com conclusões divergentes, mas nenhum concluía que a Internet conduzia a uma menor interacção social.

                                            

    Neste contexto de transformações, o avanço das tecnologias, mais propriamente, as tecnologias de informação, estão no centro de todas as remodelações da sociedade e a Internet é um vector importantíssimo que contribui para a organização e caracterização da chamada “sociedade em rede”.

    Neste novo contexto social que se configura e pela influência da tecnologia na vida dos indivíduos, a internet tem potencialidades educacionais que proporcionam ao indivíduo uma fonte de desenvolvimento pessoal e principalmente colectivo. Mas, consequentemente quem não tem acesso à informação estará à margem desta nova sociedade, instituindo-se desta forma uma nova modalidade de exclusão social.

    Este contexto social pode construir-se como uma forma de selectividade, classificando-se, entre os indivíduos que não possuem acesso à informação e aqueles que tem em abundância. É importante ressaltar que o acesso à informação, por si só, não constitui um elemento de superação da selectividade, é necessário que as informações recolhidas sejam trabalhadas, analisadas, discutidas, etc., a fim de possibilitarem a construção efectiva de conhecimento.

    Esta transformação tecnológica, que provocou esta nova forma de estar na sociedade fez e continua a fazer com que hoje haja um desenvolvimento vertiginoso.

 

                                                                          

                                                                     

Bibliografia:

CASTELLES, Manuel (2002), Prólogo: a Rede e o Self, A era da Informação, Economia, Sociedade e cultura, Volume I  - A Sociedade em rede. Lisboa: fundação Calouste Gulbenkian, páginas 1 - 5

http://www.cinted.ufrgs.br/renote/fev2003/artigos/adriano_internet.pdf



publicado por le grand chacal às 13:48
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Uma questão de tacto....

Pois bem caros colegas após o término deste semestre a disciplina que esteve na base deste blog comportou uma avaliação articulada com todos os blogs da licenciatura.

Realmente este facto não seria digno de mencionar se não fosse a excelente auto avaliação e heteroavaliação a que este canal de informação foi sujeito em todas as suas dimensões técnica, de conteúdo , grafismo, etc.

Neste sentido com uma nota de 16 valores, penso que é altura de nos congratular-mos com a promessa de continuação de manter o bom trabalho e fomentar uma existência que se quer cada vez mais presente e coerente com os objectivos desta licenciatura que nos é particularmente cara: A comunicação livre de restrições espaciais e temporais

Assim, um grande abraço e PARABÉNS BEMISACARU !!!!!



publicado por le grand chacal às 19:30
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Sábado, 9 de Dezembro de 2006
Comunicação e Tecnologias Digitais

Correio electrónico

 

Com a explosão de divulgação da Internet nos últimos anos, a prática da escrita retomou o seu lugar e importância, no modo como comunicamos uns com os outros. E, tal como no século XVIII, voltámos à pratica de enviar cartas de uns para os outros, mas com um pormenor, já não precisamos do senhor carteiro que nos entrega as cartas em casa, a pé ou com transporte. Surge então o Correio Electrónico ou e-mail como é mundialmente conhecido, este foi um dos primeiros serviços telemáticos a ser implementado na Internet e ainda hoje é provavelmente aquele que é utilizado com maior frequência. O correio electrónico está a tornar-se num dos serviços cada vez mais importante, mais cómodo e conveniente, dado que permite compor, armazenar, enviar e receber correio através de todo o mundo, por custos muito baixos. Não pagamos selo nem papel (o que a nível ecológico é uma grande vantagem, não havendo assim carros a transporta-las). Beneficia-se também pelo facto de este ser rápido, em que uma mensagem é enviada em segundos e recebida quando o destinatário acede ao serviço de mail. Em relação ao conteúdo, pode ser muito diversificado, dando a possibilidade de poder enviar texto, imagens, vídeo, sons, uma imensidade de coisas que não é possível enviar numa carta, assim como o envio de ficheiros em anexo (attachments), tornando-se numa das mais espectaculares facilidades proporcionadas por esta tecnologia.

Para se abrir uma conta de correio electrónico, basta aceder a um qualquer fornecedor de serviço Internet ou, no caso de o utilizador querer, pode ser feita de forma gratuita, através de um dos muitos serviços desse tipo disponibilizados na rede. Internacionalmente, os "sites" mais conhecidos são o HotMail e o Yahoo.

O envio de uma mensagem de correio electrónico para outros utilizadores da Internet pressupõe, obviamente, o conhecimento dos seus endereços de e-mail. Um endereço de e-mail consiste em duas partes separadas pelo símbolo @ ("at" ou arroba): O username (nome do utilizador), nome que identifica o utilizador. Pode ser um nome real ou um pseudónimo e o domain name (nome do domínio) que consiste na localização da conta do utilizador na Internet.

 

 



publicado por le grand chacal às 14:47
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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006
"Comunidades Personalizadas"

Para iniciar a temática desta semana será pertinente esclarecer a significado do termo "Comunidade". Assim temos que, comunidade contempla um grupo social cujos membros vivem numa determinada área e que partilham uma herança cultural e histórica.

Desta leitura depreende-se que entre os membros de uma dada comunidade haja uma interacção social que se pode denominar de cara-a-cara.

Para Wellman, comunidades personalizadas são "... encarnadas nas redes centradas no eu. Isso representa a privatização da sociabilidade." (2001: 149-150)

Segundo Castells (2003) comunidades personalizadas são aquelas em que os sujeitos vivenciam um momento de privatização da sociabilidade demarcada pelo individualismo em rede.

Este novo conceito,  segundo o autor, é induzido pela crise do patriarcalismo, pela individualização e fragmentação do contexto espacial.

Através de vários estudos, chegam-nos resultados que nos indicam que os utilizadores da Internet são mais participativos quer social quer politicamente do que os não utilizadores.

Outros indicam-nos que são mais informados e que têm laços de sociabilidade mais amplos do que aqueles que não utilizam esta nova tecnologia, pois através dela reforçam relações débeis que off-line não reforçariam.

Será então legítimo dizer-se que os utilizadores da Internet estão socialmente isolados do Mundo Real?

Em nossa opinião não, uma vez que o utilizador escolhe pertencer a uma denominada "Comunidade Personalizada", de acordo com os seus interesses específicos.

Desta forma ao assumirmos que a  Internet  não será mais do que um prolongamento de uma vida “off-line”, na qual,  na maior parte dos casos as características dos seus utilizadores são correspondentes ás que os definem na vida real, é legitima a análise da correlação que pode existir entre um aumento do uso das tecnologias  e as finalidades a que se destina esse mesmo uso, sempre inserido num contexto de retroacção comunitária através da valorização do individuo para o recrudescimento do colectivo societal, aquilo a que Castells apelida de novo conceito de interacção social: a interacção em rede.  



publicado por le grand chacal às 11:43
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Sábado, 25 de Novembro de 2006
Modelos de comunicação educacional: modelo de Shannon e Weaver

Antes de iniciarmos a apresentação deste modelo, seria pertinente definir de forma breve dois dos conceitos presentes, de forma implícita, nesta apresentação, o conceito de comunicação e educação e sua relação.

Assim, como define Thayer, a comunicação “ é o processo vital através do qual indivíduos e organizações se relacionam uns com os outros, influenciando-se mutuamente”; por sua vez e reportando outro autor, educação “ designa e engloba todos aqueles factores humanos nos quais se dá um processo de criação ou transmissão de informação e cujo protagonista é o homem que assimila tal informação”, (Puig, 1986:14). Estas duas definições estão fortemente ligadas, pois nenhuma das duas faria sentido sem o contributo de cada uma. Isto denota-se no facto da educação não fazer sentido sem haver comunicação sem a existência de actos da mesma; assim como a comunicação não pode prescindir da educação, pois o indivíduo precisa de ser munido da capacidade de desenvolver símbolos, para se expor, comunicar e deste modo cooperar para a construção de fundamentos culturais da sociedade.

         Dentro dos esquema lineares/informativos dos modelos de Comunicação Educacional, encontramos os modelos de dois investigadores norte-americanos, Shannon e Weaver, que em 1949 publicaram uma teoria de comunicação intitulada “Teoria Matemática da Comunicação” que tem como objectivo medir a quantidade de informação contida numa mensagem e a capacidade de informação de um dado canal, quer a comunicação se efectua entre duas máquinas, dois seres humanos ou entre uma máquina e um ser humano.

         A fonte é vista como detentora do poder de decisão, isto é, decide qual a mensagem a enviar, seleccionando uma de entre um conjunto de mensagens possíveis; esta mensagem seleccionada é depois transformada pelo transmissor num sinal, que é enviado ao receptor através do canal.

         Com estes autores, aparece um novo termo: o ruído. O ruído é algo que é acrescentado ao sinal, entre a sua transmissão e a sua recepção e que não é pretendido pela fonte. Inicialmente situado no quadro técnico do canal (pode ser uma distorção do som, interferências nas linhas telefónicas, etc.), foi alargado por Weaver ao nível semântico pelos problemas da interpretação do significado pretendido numa mensagem. O autor sugere que se adicione ao esquema base deste modelo um codificador e um descodificador semântico.

         Outra inovação deste modelo trata-se da tentativa de medir o conteúdo ou novidade informática. Essa quantidade mensurável que caracteriza a mensagem está ligada à sua extensão, ás dimensões no espaço e no tempo, do seu suporte ou do seu canal de transferencia mas sobretudo à imprevisibilidade da sua ocorrência. Esta medição da informação é útil no desenvolvimento do computador moderno e que dá uma grande ajuda ao media pois facilita bastante na transmissão de informação.

         Desta teoria informacional, surgem ainda dois importantes conceitos: a entropia e a redundância. A entropia defini-se como a medida do grau de desordem de um dado sistema de comunicação, a falta de previsibilidade numa situação, resultando em incerteza. A redundância é o oposto da entropia, resulta de uma previsibilidade elevada. Assim, numa mensagem de baixa previsibilidade é entrópica e com muita informação, inversamente, uma mensagem de elevada previsibilidade é redundante e com pouca informação. A redundância desempenha um papel vital na comunicação para organizar e manter a compreensibilidade da mensagem, ajudando a estabelecer um valor optimum para a compreensão da mensagem, apresentado como um jogo dialéctico entre a originalidade (imprevisibilidade) e a inteligibilidade.



publicado por le grand chacal às 13:54
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